Melasma é
uma melanodermia comum, caracterizada por máculas acastanhadas em
áreas fotoexpostas, com pigmentação de diferentes intensidades, que
acomete, usualmente, mulheres em idade fértil. Apresenta
maior incidência em habitantes de regiões tropicais e equatoriais e
em indivíduos de pele castanha a parda. Estima-se que cinco a seis
milhões de pessoas sejam afetadas nos Estados Unidos por essa doença.
A
etiopatogenia não está completamente elucidada, porém diversos
fatores estão implicados na exacerbação ou no surgimento do melasma.
São observados períodos de remissão parcial durante o inverno e períodos
de exacerbação durante o verão, sendo que as lesões podem surgir
abruptamente em decorrência da exposição solar intensa ou de forma
gradual, pela exposição constante. Uma das teorias mais aceitas é de
que a radiação ultravioleta cause a peroxidação dos lipídios da
membrana celular, com consequente formação de radicais livres, os quais
estimulam os melanócitos a produzir melanina excessivamente,
promovendo, assim, hiperpigmentação cutânea.A
influência hormonal na etiopatogenia do melasma é subsidiada pela
elevada frequência da afecção em gestantes, em usuárias de
anticoncepcional oral e nas mulheres que fazem terapia de reposição
hormonal.
Outros
fatores contribuintes para o desenvolvimento do melasma incluem
cosméticos derivados do petróleo, psoralênicos e outras drogas
fotossensibilizantes além da
predisposição hereditária, já que a maioria dos pacientes com tal
afecção possui familiares afetados pela mesma doença.
Fonte: Costa, et al. Associação de emblica, licorice e belides como alternativa à hidroquinona no tratamento clínico do melasma. Anais Brasileiros de Dermatologia. vol 85. Rio de Janeiro, 2010
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